🔴 BOLSA NO SIGILO: 3 ANOS PARADO, 1 DIA TRAMITANDO, ZERO EXPLICAÇÃO

Três anos parado, um dia tramitando. O reajuste do Bolsa Família — 15,04%, piso de R$ 600 para R$ 691 — correu em papel, sob sigilo, assinado todo no mesmo dia 16 de setembro. Via Lei de Acesso, não via transparência.

O governo usou procedimento excepcional que dispensa o sistema eletrônico, com autorização da Casa Civil. Tradução: tirou do sistema para ninguém acompanhar. Três documentos, um dia, zero rastro digital — e 19,3 milhões de famílias recebendo dias antes do voto.

E o porquê dos três anos parado? Silêncio. E o porquê de valer justo em outubro, mês da eleição? Silêncio. Pergunta o que quiser: a resposta é a mesma.

Repara o calendário que não mente: pagamento unificado até quarta, 21 — quatro dias antes da urna. Em 2022 fizeram igual com o Auxílio Brasil: anteciparam cinco dias antes do segundo turno. Coincidência que se repete não é coincidência, é método.

O contraste é de respeito: de um lado, quem trata beneficiário como eleitor de véspera; do outro, a promessa de Flávio de manter o pagamento por 2 anos após emprego — dignidade em vez de dependência.

Esmola de véspera não compra consciência — compra manchete.

📌 Pra guardar: Reajuste do Bolsa Família correu em papel, sob sigilo, em 1 dia — depois de 3 anos parado. Esmola de véspera não compra consciência.

Fonte: O Globo

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