
MODO ATAQUE: FLÁVIO MIRA LULINHA, CESTA BÁSICA E SAIDINHA — 'NINGUÉM AGUENTA MAIS'
A ordem veio de cima e a campanha obedeceu: acabou o modo defesa. A cúpula do PL cobrou postura ofensiva na reta final e Flávio ligou as turbinas — Lulinha no ar, mercado no ar, saidinha no ar.
Na primeira leva, o preço da comida virou arma: uma consumidora encara a câmera e diz que com 300 reais fazia um carrinho cheio. Fecha com o aviso: não caia nas mentiras do PT de Lula. É hora de mudar.
Na segunda, a saidinha: detento do semiaberto procurado por matar uma mulher e estuprar duas jovens após a saída do Dia dos Pais. O fecho dispensa eufemismo — ninguém aguenta mais o Lula.
Repara a mudança de manual: antes, Flávio respondia acusação; agora, ele escolhe o campo da briga. Marqueteiro do morno odeia, eleitor entende. Quem apanha calado parece culpado; quem bate de volta parece vivo.
O contraste é de proposta contra promessa: junto do ataque, Flávio promete compensar empresário com corte de imposto, juro menor e folha desonerada — mais tempo para a família, diz ele. Pancada e projeto, não só pancada.
Defesa não ganha eleição. Ataque, sim.
📌 Pra guardar: Cúpula do PL cobrou ofensiva e a campanha obedeceu: Lulinha, mercado e saidinha no ar. Defesa não ganha eleição.
Fonte: O Globo